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Temos 5,76 hectares de vinha em produção biológica.
Em conversão:
A bicharada não substitui herbicidas, nem tão pouco existem ervas daninhas, pode é haver desequilíbrios criados pelas más práticas, pelas mobilizações ou lavouras do solo, pela eliminação dos cobertos e também pelo próprio pastoreio, e, criam-se desequilíbrios que alteram a flora, que destroem a diversidade.
A utilização de animais pode ser bastante importante na gestão dos processos regenerativos, conduzindo por um lado à decomposição dos materiais vegetais, do coberto, acelerando a mineralização e permitindo a disponibilização de nutrientes minerais para utilização mais rápida pelas plantas. Contribuem também para disseminação de diversos microrganismos importantes para os processos de decomposição que ocorrem no solo.
Contudo, é importante que fique bem claro, o pastoreio não são só vantagens. Os animais, seja lá de que espécie forem, só repõe cerca de 11 a 12% da energia que ingerem, os restantes 88 ou 89% são utilizados para a sua manutenção (inclui locomoção) para o seu crescimento, para a reprodução e produção leiteira.
O pastoreio, para além de consumir uma percentagem muito elevada da energia disponível, contribui de forma intensa para a mineralização, ou seja, contribui para a transformação da M.O. (Matéria Orgânica) em elementos minerais, o que é exatamente o oposto do pretendido: a fixação de carbono e a consequente regeneração da fertilidade do solo através do aumento da quantidade de M.O. daí se falar em Agricultura Regenerativa.
De repente, porque só se fala de sustentabilidade, fenómeno acelerado pela pandemia, e porque os produtores convencionais estão a ser afastados de muitos mercados, em virtude de haver uma procura cada vez mais orientada para produtores orgânicos, mais focados com as questões ambientais e com a produção de vinhos de maior identidade, agarraram-se a esta tábua de salvação; a utilização essencialmente de rebanhos, e de algumas varas de raças estranhas, para introduzirem uma imagem bucólica que clama por serenidade e efetivamente muita inocência, cativando uma imprensa de deslumbrados para a publicação de textos em que a apologia destas práticas se tornou reconhecida como um sinal de lucidez e pioneirismo. Tudo isto, não passa de promoção enganosa.
Pode haver interesse na inclusão de animas? Claro sim, mas sim, com algum mas!
Fala-se muito do pastoreio como o objetivo da melhoria da atividade microbiológica do solo. Sim, claro que vai ajudar, mas para essa finalidade, são as vacas que podem dar o maior contributo, por possuírem uma maior riqueza de microrganismos nas suas fezes. A sua presença deve ser limitada, a finalidade não é a de comerem o coberto, é a de deixarem algumas fezes, contribuindo assim para uma sementeira (inoculação) de microrganismos, essencialmente bactérias. Duas vacas, durante uma semana, num hectare de vinha, é mais do que suficiente para cumprirem com o pretendido.
De seguida podemos introduzir uns porcos, dois ou três, também durante uma semana por cada hectare de vinha. Os porcos, são bons porque passam a vida a foçar, revolvendo o solo, misturando o que está à superfície com o que está mais por baixo, mas é necessário ter em conta que o porco é um animal omnívoro, que adora minhocas, um dos instrumentos mais importante do solo, e portanto, se os deixarmos demasiado tempo podem produzir baixas significativas na população de minhocas, tão importantes na evolução dos solos…
A população de javalis está de tal forma distribuída e com uma tal dimensão que a passagem periódica de algumas varas pelas nossas vinhas é suficiente para executar o trabalho que pretendemos. Temos um ecossistema a funcionar em pleno, com os javalis a fazerem visitas diárias à vinha.
Devem ainda ser incluídas nesta atividade as galinhas, são importantes porque esgravatam e as suas fezes são muito ricas em azoto, 250 galinhas em um hectare, durante um mês, proporcionam a quantidade de azoto necessário à vinha. Têm o grande inconveniente de comer muita bicharada útil, fazem um ataque cerrado à fauna de insetos e de invertebrados que circulam à superfície e que tão importantes são no processo de decomposição dos materiais vegetais.
A vinha é uma monocultura, mas se lhe misturarmos outras espécies o efeito monocultura atenua-se. Nos cobertos vegetais encontramos essencialmente três grandes famílias botânicas: gramíneas, leguminosas e crucíferas. Nas carreiras das vinhas as diferentes plantas baralham as pragas e criam habitats aumentando a biodiversidade. Com o tempo, e, práticas adequadas, a fertilidade (quantidade de carbono fixada traduzida em matéria orgânica acumulada) contribui para o aumento da diversidade. A diversidade, é assim, uma variável sem limite conhecido, quanto maior for a fertilidade, maior será a diversidade da flora e da fauna que inclui obviamente toda a microfauna do solo, os micro-organismos.
Estamos determinados em promover e regenerar o ecossistema, favorecendo as defesas naturais e evitando o uso de produtos químicos: temos rosmaninhos (Lavanda stoechas) no topo das fileiras, uma cobertura vegetal permanente com camomila autóctone e uma grande diversidade de plantas locais. As plantas aromáticas nas margens das videiras atraem joaninhas, vespas e outros insetos predadores de pragas, enquanto as árvores nativas ao redor fornecem habitat para os inimigos naturais das pragas, como pássaros, morcegos, formigas e outros.
Só é possível afirmar a identidade no vinho se existir atividade microbiológica. Quanto maior for a diversidade microbiológica maior consistência terá essa relação com a entidade que o produz. Só assim a vinha poderá aceder em pleno aos elementos químicos que compõem o solo, obtidos pelos microrganismos, pelos fungos, da rocha mãe.
Cover crops improve underground microbe and vertebrate diversity, increase water absorption and retention, decrease soil temperature during summer, and protect soil wildlife against the sun rays. All this with the main goal to protect local biodiversity, improve the quality and health of the soil and also to increase the earth’s resilience to climate change. Permanent cover crops carbon-sequestration is up to five tons per hectare.
The age and superior quality of the permanent cover crop is reflected in the diverse mix of plants above the ground and in the diverse mix of soil organisms above (yeasts included) and below ground. In addition, a network of mycorrhizal fungi of superior quality is also obtained, which enhances the capture of nutrients by the vines. Without this network, the nutrients would not be able to be synthesized in order to then play an important role in the protection against several diseases and soil organisms.
Total brancas: 41 079 (66,8%)
2 850 plantas/ha
Total tintas: 20 381 (33,2%)
1 413 plantas/ha